O SINDICERCON-SP promoveu, no dia 15 de abril, uma visita técnica ao Distrito Tecnológico do SENAI-SP, onde foram apresentadas iniciativas estratégicas voltadas à inovação industrial, com destaque para ações direcionadas ao fortalecimento do setor cerâmico.
A abertura da programação foi conduzida pela equipe de Novos Negócios do Distrito. Fernanda Moreira destacou o papel do SENAI como articulador entre indústria, pesquisa e inovação. “O objetivo do SENAI é promover o desenvolvimento sustentável da indústria brasileira por meio de projetos de PDI, conectando empresas e equipes técnicas para resolver problemas reais”, afirmou.

Ela explicou ainda a estrutura do Distrito Tecnológico como um ambiente de inovação aberto e integrado. “O Distrito é democrático, com diferentes linhas de atuação, serviços tecnológicos e laboratórios que atendem desde startups até grandes indústrias”, disse.
Fernanda também apresentou o modelo de funcionamento baseado em ecossistema, com integração entre empresas, universidades e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), permitindo o desenvolvimento de projetos colaborativos e acesso a linhas de fomento.

Um dos principais anúncios foi a transferência da Entidade Gestora Técnica (EGT) do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) de blocos e telhas para São Paulo, que passará a ser operada pelo SENAI-SP a partir de maio de 2026, em parceria com a ANICER e com credenciamento junto ao Inmetro.
O presidente do SINDICERCON, Walter Gimenes, destacou a relevância da mudança para o setor. “A partir de maio, a EGT passa a operar dentro do SENAI São Paulo, o que fortalece a indústria cerâmica e aproxima ainda mais o diálogo técnico com as empresas”, afirmou.

Ele reforçou que a iniciativa contribui para a evolução do programa setorial. “Esse movimento facilita a interlocução com o setor e amplia a capacidade de aprimoramento das normas e processos da cadeia cerâmica”, completou.
Na sequência, foram apresentadas as ações institucionais e regulatórias em andamento, incluindo tratativas com órgãos ambientais e reguladores sobre temas ligados à exploração de argila e licenciamento ambiental, além de articulações com entidades como a CETESB e a Agência Nacional de Mineração (ANM).

Também foram abordadas pautas tributárias do setor, como a retirada de blocos e telhas do regime de substituição tributária e a revisão do crédito presumido de ICMS. “O impacto da retirada do crédito presumido é significativo para o setor e seguimos em diálogo com o governo estadual para buscar uma solução equilibrada”, afirmou Gimenes.
O líder da área de construção civil do Distrito Tecnológico, Leandro Paiva Braga, apresentou cases aplicados ao setor, com foco em produtividade, materiais e desempenho construtivo.“Desenvolvemos dispositivos de escoramento de valas que reduziram significativamente o tempo de execução, aumentando produtividade e segurança nas operações”, explicou.

Ele também destacou a integração entre diferentes áreas técnicas nos projetos. “O SENAI consegue reunir especialistas de diferentes áreas para resolver problemas complexos da construção civil, desde materiais até processos e desempenho”, afirmou.
Encerrando as apresentações, o gerente geral do Distrito Tecnológico, Fabrício Lopes, ressaltou o papel estratégico da estrutura para o setor produtivo. “O desafio agora é transformar toda essa capacidade instalada em serviços inteligentes que atendam às demandas reais das empresas”, afirmou.

Ele reforçou o foco em inovação aplicada. “Estamos construindo um ambiente em que inovação, pesquisa e indústria caminham juntas, com infraestrutura de ponta e foco em resultados para o setor produtivo”, disse.
A visita contou ainda com um tour pelas instalações e laboratórios, permitindo aos participantes conhecer de perto a estrutura em desenvolvimento e os investimentos em novos equipamentos.
